Praia Grande ampliou nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, a divulgação de um programa municipal voltado a quem quer deixar o cigarro. A iniciativa ganha peso na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Segundo a Prefeitura, as 31 Unidades de Saúde da Família oferecem grupos de apoio contra o tabagismo. Hoje, cerca de 900 pessoas já participam das atividades no município.
O movimento ocorre enquanto o país chega a 29 de agosto com novo alerta sanitário. O Dia Nacional de Combate ao Fumo de 2026 reforça a mobilização pública contra os danos do tabaco e da nicotina.
Como funciona o programa nas Usafas de Praia Grande
A gestão municipal informou que o atendimento ocorre nas unidades básicas, com grupos formados conforme a realidade de cada território. Os encontros podem ser semanais, quinzenais ou mensais.
O trabalho combina orientação em saúde, apoio emocional e acompanhamento clínico. Quando necessário, o paciente também pode receber prescrição medicamentosa, após avaliação da equipe de saúde da família.
A Prefeitura afirma que o diferencial está no acolhimento. Os participantes compartilham medos, recaídas, metas e estratégias para enfrentar a abstinência sem julgamento moral.
- grupos organizados pelas Usafas
- avaliação individual de cada paciente
- suporte cognitivo-comportamental
- possível uso de medicamentos, quando indicado
O modelo segue a lógica da atenção primária. A porta de entrada é a Usafa onde o morador já está cadastrado, o que reduz barreiras para iniciar o tratamento.

Por que a notícia ganha relevância agora
A data não é casual. A própria Prefeitura destacou que o sábado, 29 de agosto, marca a campanha nacional de combate ao fumo, criada por lei federal em 1986.
Em 2026, o INCA adotou uma mensagem voltada à prevenção e ao desempenho físico. A campanha sustenta que exercício e tabagismo não combinam, ampliando o foco sobre saúde e qualidade de vida.
O alerta também dialoga com a piora recente dos indicadores nacionais. O Vigitel com dados de 2006 a 2024 mostrou alta na proporção de fumantes adultos nas capitais brasileiras.
Na leitura divulgada pelo Ministério da Saúde, a taxa total subiu de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024. Entre homens, passou de 11,6% para 13,9%.
Entre mulheres, o avanço foi de 7,3% para 9,5%. O salto interrompe uma trajetória histórica de queda e recoloca o tema entre as prioridades da saúde pública.
- o cigarro segue associado a doenças cardiovasculares
- também eleva o risco de câncer
- agrava problemas respiratórios
- pressiona a rede pública com doenças evitáveis
Relatos locais e estratégia de adesão
O conteúdo divulgado pela administração municipal mostra que a adesão ao tratamento depende de vínculo. Em um dos relatos apresentados, uma moradora de 73 anos contou que entrou no grupo por indicação dentro da unidade.
Desde então, segundo a Prefeitura, ela reduziu o consumo e estabeleceu a meta de parar definitivamente em setembro. O caso foi usado como exemplo do papel do acompanhamento contínuo.
Os profissionais de Praia Grande também afirmam que não existe solução única. Cada paciente passa por triagem, análise do prontuário e investigação de comorbidades antes da definição da estratégia.
Esse cuidado individual ajuda a identificar hipertensão, diabetes, cirurgias recentes e uso de medicação controlada. Esses fatores podem alterar o ritmo do tratamento e a eventual conduta farmacológica.
- o morador procura a Usafa onde está cadastrado
- informa que quer parar de fumar
- é direcionado ao grupo disponível no território
- recebe acompanhamento conforme a avaliação clínica
Pressão global e impacto para a saúde pública
O avanço do programa municipal ocorre em um cenário internacional de forte preocupação. A OMS afirma que o tabaco continua entre as maiores ameaças sanitárias do mundo.
Segundo a organização, mais de 7 milhões de mortes por ano são atribuídas ao uso direto do tabaco, além de mais de 1,6 milhão ligadas à exposição passiva.
Esses números ajudam a explicar por que cidades investem em prevenção antes que o quadro evolua para internações, infartos, AVCs, cânceres e doenças pulmonares crônicas.
Em Praia Grande, a aposta está na estrutura já existente das Usafas. Ao usar a rede territorial, o município tenta transformar uma campanha de calendário em acompanhamento permanente.
A notícia desta sexta, portanto, não é apenas protocolar. Ela indica uma resposta local a um problema que voltou a crescer no Brasil e que exige capilaridade para alcançar quem ainda fuma.
Na prática, a cidade entra no 29 de agosto com uma mensagem objetiva: o tratamento está disponível na atenção básica, perto de casa, e depende do primeiro pedido de ajuda.
Dúvidas Sobre o programa de combate ao tabagismo em Praia Grande
A oferta de grupos nas Usafas de Praia Grande ganhou destaque em 28 de agosto de 2026, na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo. Por isso, moradores tendem a buscar respostas práticas sobre acesso, frequência e tipo de suporte.
Como faço para entrar no grupo para parar de fumar em Praia Grande?
O caminho é procurar a Usafa onde você está cadastrado e informar que quer participar. A equipe local encaminha para o grupo disponível no território e explica as próximas etapas.
As Usafas de Praia Grande oferecem remédio para quem quer largar o cigarro?
Oferecem quando houver indicação clínica. A Prefeitura informou que o suporte medicamentoso pode ser prescrito após avaliação da equipe de saúde da família responsável pelo acompanhamento.
Quantas pessoas já participam do programa antitabagismo na cidade?
Segundo a divulgação oficial da Prefeitura em 28 de agosto de 2026, cerca de 900 pessoas participam atualmente dos grupos nas 31 Usafas do município. Esse número mostra que a rede local já opera com escala relevante.
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