Praia Grande abriu nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a integração de câmeras particulares ao Programa Olho de Hórus. A medida amplia o monitoramento urbano sem cobrança aos participantes.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Assuntos de Segurança Pública, com recebimento das imagens em tempo real no Centro Integrado de Comando e Operações Especiais, o Cicoe.
Segundo a Prefeitura, a primeira parceria formalizada ocorreu após visita da empresa Force One Security & Tecnology ao sistema municipal na última sexta-feira, 28 de agosto.
Como funciona a nova integração de câmeras em Praia Grande
O Olho de Hórus foi lançado em julho e agora entra numa fase prática de adesão de equipamentos privados ao sistema público de vigilância.
A Prefeitura informou que pessoas físicas, empresas, condomínios e entidades públicas ou privadas podem pedir a integração de suas câmeras ao monitoramento municipal.
A cessão das imagens será voluntária, gratuita e em tempo real. O material seguirá diretamente para o Cicoe, estrutura central da vigilância eletrônica da cidade.
De acordo com a gestão municipal, a integração começou oficialmente em 1º de setembro de 2026, após o programa ter sido criado por lei municipal.
- Adesão voluntária e sem custo
- Transmissão em tempo real ao Cicoe
- Participação de moradores, empresas e condomínios
- Uso voltado ao reforço da segurança urbana

Force One entra no sistema com 80 totens privados
A primeira movimentação concreta veio do setor privado. Representantes da Force One Security & Tecnology visitaram o Cicoe para conhecer a operação e oficializar a parceria.
Segundo a Prefeitura, a empresa está expandindo sua atuação para Praia Grande e já mantém 80 totens de câmeras privadas instalados em estabelecimentos comerciais e residenciais.
O empresário Fábio Apolônio afirmou ao Município que a integração cria ganho mútuo entre empresa e poder público, com apoio adicional às forças de segurança.
A administração também destacou que o interesse empresarial reforça o apelo do programa num momento em que a cidade busca ampliar cobertura sem depender apenas de novos equipamentos públicos.
O que muda com a adesão privada
Na prática, o Município passa a somar imagens de pontos antes monitorados apenas por redes particulares, sobretudo em áreas comerciais e condomínios residenciais.
Isso pode acelerar a identificação de trajetos, ocorrências e movimentações suspeitas, desde que os equipamentos cadastrados mantenham padrão técnico compatível com o sistema local.
- Mais pontos de observação
- Maior capilaridade em bairros e corredores comerciais
- Possível resposta mais rápida em ocorrências
- Compartilhamento sem transferência de propriedade dos equipamentos
Meta é dobrar a capacidade de monitoramento da cidade
Hoje, Praia Grande afirma contar com mais de 3.700 câmeras públicas instaladas em avenidas, ruas, viadutos, orla e prédios públicos.
Segundo o inspetor-chefe Marco Alves dos Santos, a incorporação de equipamentos particulares pode dobrar a capacidade de monitoramento do sistema municipal.
Esse salto projetado ajuda a explicar o foco da gestão em integrar imagens existentes, em vez de depender apenas da expansão física da rede própria.
No histórico oficial do Cicoe, a cidade informa ter mais de 3.700 câmeras e 300 quilômetros de fibra óptica, números usados como base para o novo avanço.
- Lançamento do programa em julho de 2026
- Visita técnica da empresa em 28 de agosto
- Início da integração em 1º de setembro
- Expansão gradual com novas adesões privadas
Por que o Cicoe é peça central da estratégia
O Centro Integrado de Comando e Operações Especiais foi inaugurado em dezembro de 2002 e é apresentado pela Prefeitura como referência regional em tecnologia aplicada à segurança.
Quando começou, a central operava com 333 câmeras conectadas por 192 quilômetros de cabos de fibra óptica, segundo a cronologia oficial do Município.
Hoje, a estrutura já incorpora recursos como leitura de caracteres para cerco eletrônico e reconhecimento facial, usados para apoiar investigações e abordagens policiais.
Em outra frente recente, a cidade também anunciou estudos para implantar uma frota de ônibus elétricos, sinalizando aposta mais ampla em sistemas integrados e infraestrutura tecnológica.
A abertura do Olho de Hórus para câmeras privadas coloca Praia Grande entre os municípios que tentam ampliar vigilância com cooperação entre poder público e setor privado.
O teste real agora será a adesão. Quanto maior o número de participantes e melhor a cobertura territorial, maior tende a ser o impacto do programa.
Dúvidas Sobre a Integração de Câmeras ao Olho de Hórus em Praia Grande
A integração começou em 1º de setembro de 2026 e marca uma nova etapa da política de monitoramento urbano de Praia Grande. Como o programa envolve moradores, empresas e condomínios, surgem dúvidas práticas sobre adesão, custos e alcance.
Quem pode integrar câmeras particulares ao Olho de Hórus?
Podem aderir pessoas físicas, empresas, condomínios e entidades públicas ou privadas. Segundo a Prefeitura, a participação depende de solicitação ao Município e de compatibilidade com o sistema de monitoramento.
Precisa pagar para ceder as imagens ao Cicoe?
Não. A Prefeitura informou que a cessão das imagens é voluntária e gratuita. As transmissões serão feitas em tempo real para o Centro Integrado de Comando e Operações Especiais.
Quantas câmeras Praia Grande já tem antes dessa expansão?
A cidade afirma possuir mais de 3.700 câmeras públicas instaladas. Com a entrada de equipamentos particulares, a expectativa oficial é dobrar a capacidade de monitoramento urbano.
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